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Criança respiradora oral

Respirar. Um ato que parece tão simples e rotineiro é, na verdade, mais complexo do que podemos imaginar. Para que a respiração seja eficiente e saudável, o bom funcionamento das estruturas do nariz é fundamental.

 

Quando provocamos a inspiração, o ar é filtrado, na sequência, aquecido, e por fim, umidificado em nossas cavidades nasais. Porém, não são todas as crianças que conseguem cumprir com todas as etapas deste processo, e, por não conseguirem respirar perfeitamente pelo nariz, são chamadas de respiradoras orais (ou respiradoras bucais). A situação não é – e nem deve – ser considerada normal e pode trazer uma série de consequências e complicações para a saúde do (a) pequeno (a).

 

Neste artigo, vamos conhecer mais sobre o que são as crianças respiradoras orais, quais são os sintomas decorrentes, que problemas podem ser gerados a partir da dificuldade de respirar e quais são as causas mais comuns para o surgimento da condição.

 

Vamos lá?

 

Sintomas e consequências da respiração oral

 

No geral, a criança respiradora bucal não consegue ter boas noites de sono, dormindo de maneira agitada e irrequieta. A má respiração causa, ainda, dores fortes de cabeça, mau hálito, interrupções prolongadas da respiração durante o sono (condição também conhecida como apneia do sono) e roncos frequentes.

 

Outros sintomas mais graves que também podem caracterizar o quadro são:

 

  • Dores constantes de garganta, com prurido ou ardência na faringe;
  • Muco espesso na garganta;
  • Irritabilidade e sonolência frequentes;
  • Tosse seca que persiste;
  • Deformidades dento faciais;
  • Aumento no aparecimento de cáries nos dentes;
  • Dificuldade ou negação para se alimentar.

 

Pela dificuldade em mastigar, é muito comum que a criança com a condição prefira os alimentos mais moles e macios, além de beber líquido em excesso junto com a refeição. A mastigação, por sua vez, costuma ser ruidosa, alterada e com desordem. Por não conseguir respirar com o nariz, a criança tende a comer com a boca entreaberta.

 

Vale aqui destacar que nem todos os sintomas e sinais apresentados se manifestam em todas as crianças com a condição. Sintomas isolados, com destaque para a obstrução nasal e hábito de estar com os lábios sempre entreabertos, por exemplo, já podem ser suficientes para sugerir a condição.

 

O hábito de chupar o dedo ou utilizar mamadeiras e chupetas por longos períodos são comuns fatores de risco para o desenvolvimento da respiração oral. Por fim, vale destacar que a dificuldade para respirar pelo nariz pode continuar mesmo se esses hábitos envolvidos forem eliminados.

 

Outro fator de risco, que não é bem um hábito, mas sim, uma doença associada, é a presença de rinite alérgica. Isso porque a rinite faz com que o nariz esteja frequentemente entupido, fazendo com que a criança tome o hábito de respirar com a ajuda da boca.

 

Qual interferência a criança pode sofrer em seu dia a dia devido ao quadro de respiração oral?

 

As alterações no processo de respiração, como já vimos, provocam sinais e sintomas expressivos nas crianças.

 

Estes, por sua vez, podem causar ainda problemas na escola, como dificuldade para se concentrar ou déficit de atenção. Dificuldade para controlar a urina nos períodos noturnos, perda de apetite e alterações na fala e arcada dentária também são problemas que podem ser acarretados pela condição, que afetam diretamente o convívio social da criança com demais colegas.

 

 

O papel do médico otorrinolaringologista em relação à criança respiradora oral

 

O médico otorrino é o responsável pelo diagnóstico das causas que estão levando à dificuldade no processo respiratório. O diagnóstico surge a partir de uma completa e cuidadosa avaliação médica da criança, o que levará, especialmente, ao sucesso do tratamento e à melhora da qualidade de vida do (a) pequeno (a) como um todo.

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Autor: Dr. Henrique Garchet. Graduado em Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (2009). Especialização médica em Otorrinolaringologia pela Santa Casa de Belo Horizonte (2012) e Fellowship em Rinoplastia Estética e Funcional pela Santa Casa de Belo Horizonte (2014).

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