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Entendendo a intolerância à lactose

A intolerância à lactose consiste em um distúrbio no sistema digestivo, que está associado a pouca ou até mesmo NENHUMA produção de lactase pelo intestino delgado.

Basicamente, a condição representa a incapacidade que o organismo tem para digerir a lactose, um tipo de açúcar encontrado em produtos lácteos, com destaque para o clássico leite. A seguir, entenda melhor em que consiste o distúrbio e conheça, também, seus tipos, sintomas e tratamento.

Intolerância a lactose: entendendo melhor

Acima nós falamos que a intolerância está relacionada à baixa ou inexistente produção de lactase. Mas o que é isso?

A lactase consiste em uma enzima digestiva que tem como função a quebra e seguida decomposição da lactose, ou melhor, o açúcar do leite. Quando ela não é produzida (ou é produzida em quantidades insuficientes), o indivíduo desenvolve a intolerância a esse açúcar.

A consequência disso é negativa, como podemos imaginar: o componente do leite chega ao intestino grosso inalterado, onde se acumula e é fermentado por bactérias que fabricam gases e ácido lático. O resultado disso? Retenção hídrica e sintomas como cólicas e até mesmo diarreias.

Aqui vale um importante destaque: a intolerância à lactose não pode ser confundida com a alergia ao leite.

A alergia consiste em uma reação do sistema imune às proteínas do leite. Ela ocorre após a ingestão de qualquer porção, mesmo que mínima, de leite e/ou seus derivados. Já a intolerância à lactose é uma condição digestiva e que, como já falamos anteriormente, está relacionada à baixa ou inexistente produção de lactase no intestino delgado.

Estamos entendidos? Então vamos continuar.

Tipos de intolerância à lactose

A intolerância à lactose pode ser classificada em:

  1. Primária: nesta manifestação, a produção de lactase é diminuída progressiva e naturalmente, desde a adolescência até a velhice. Ela é mais comum em indivíduos da terceira idade, sendo então reflexo de um processo natural de envelhecimento.
  1. Secundária: se manifesta após ferimentos ou doenças, especialmente intestinais – como síndrome do intestino irritável ou diarreias, por exemplo.
  1. Congênita: ocorre quando o indivíduo já nasce com a intolerância à lactose, ou seja, é genética.

Há, ainda, alguns fatores de risco associados à condição. São eles:

  • Idade: com o passar dos anos, as chances de desenvolver o distúrbio aumentam;
  • Etnia: asiáticos, negros, indígenas e hispânicos possuem maior incidência de intolerância à lactose;
  • Nascimento prematuro;
  • Presença de doenças que afetam o intestino delgado e que podem acabar alterando a produção de lactase, tais como a doença de Crohn.

Quais são os sintomas da intolerância à lactose?

Os sintomas da intolerância à lactose são concentrados no sistema digestório. Eles se iniciam minutos ou até duas horas após a ingestão de alimentos ou bebidas com lactose, tais como leite, seus derivados (como creme de leite, queijos em geral, leite condensado, manteiga, requeijão e outros) e até mesmo alimentos diversos que possuem leite em sua composição (como cremes, sorvetes, pudins, mingaus, bolos e etc).

Entre os mais comuns estão diarreia, náuseas (por vezes acompanhada de vômito), dores e inchaço abdominal, cólicas, distensão abdominal e flatulência, que consiste em excesso de gases.

Quando há presença de fezes com maior acidez, assaduras e ardor anal também são sintomas associados.

Há tratamento para a condição? Se sim, qual?

A intolerância à lactose é um distúrbio, e não uma doença – o que faz com que ela não possa ser efetivamente tratada para sempre, mas apenas controlada por meio de medicação e dieta.

Inicialmente, o método geralmente consiste em suspender o consumo de leite e seus derivados, de modo a aliviar os sintomas. Na sequência, os alimentos são reintroduzidos com cautela e aos poucos, até que a quantidade máxima tolerada pelo organismo (sem a manifestação de sintomas) seja identificada. A conduta visa manter saudável a ingestão de cálcio, nutriente fundamental para a formação e manutenção da massa óssea.

Alguns indivíduos também fazem o consumo de lactase em cápsulas e/ou comprimidos mastigáveis para aliviar os sintomas quando forem consumir o leite e seus derivados.

Vale aqui lembrar que todos esses métodos só devem ser utilizados a partir de orientação médica, uma vez que apenas o especialista saberá prescrever o tratamento ideal para cada manifestação e tipo de distúrbio.

O diagnóstico, por sua vez, também deve ser realizado apenas por um médico especialista, que irá solicitar exames para identificar ou descartar a presença da condição. Entre eles, podem estar: exame de tolerância à lactose, medidor de ácidos e exame de hidrogênio expirado.

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Escrito pelo Doutor Henrique Garchet. Graduado em Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (2009). Especialização médica em Otorrinolaringologia pela Santa Casa de Belo Horizonte (2012) e Fellowship em Rinoplastia Estética e Funcional pela Santa Casa de Belo Horizonte (2014).

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