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Excesso de ruído e consequentes problemas de audição

O ruído pode ser definido como qualquer som desagradável, alto e indesejável. Quando a exposição ao mesmo é contínua, a orelha interna pode sofrer modificações em sua estrutura, especialmente nas células ciliadas da cóclea. Na sequência, vamos falar um pouco sobre o excesso de ruído e as consequências disso para audição.

Problemas causados por excesso de ruído quase sempre se manifestam lentamente e apresentam sintomas que vão sendo ignorados pelo paciente, até que a condição se torne irreversível. Um dos primeiros sinais que tende a ocorrer é o zumbido, que prejudica diretamente a qualidade de sono do indivíduo.

Caso não controlada a exposição, outros males podem ser causados. São exemplos:

  • Perda auditiva temporária;
  • Perda Auditiva Induzida por Ruído (PAIR);
  • Trauma acústico;
  • Desvio temporário ou permanente de limiares auditivos.

No caso da Perda Auditiva por Ruído (PAIR), além da perda de audição, zumbido e dificuldade para discriminar sons são sintomas associados. Demais transtornos cardiovasculares, comportamentais, neurológicos e digestivos também podem ser manifestar.

A principal característica desta condição é a perda irreversível neurossensorial. Ela é provocada por longa exposição a níveis altos de ruídos, superiores a 85 dB por 8 ou mais horas por dia; durante 6 a 10 anos.

Em ocasiões mais graves, a perda de audição pode gerar até problemas sociais para o indivíduo, que antes do diagnóstico, tende a se isolar por não compreender determinados diálogos com clareza.

O ruído excessivo também provoca alterações que vão além da audição. É possível, por exemplo, que o indivíduo apresente sintomas que vão desde constipações intestinais a dores de cabeça intensas e até mesmo depressão.

Mas quando o som pode ser considerado alto e, consequentemente, prejudicial?

Alguns exemplos de situações de alta exposição que você pode se familiarizar são:

  • Ouvir música alta em fones de ouvido;
  • Trabalhar em fábricas, construções ou demais ambientes em que o ruído é alto e constante;
  • Ir com frequência a bares, shows ou casas noturnas com som muito alto, como rock, por exemplo.

Só para se ter uma noção, o nível de som de britadeiras é de 100 dB, e o de shows de rock, entre 110 e 120 dB. Ouvir músicas no fone de ouvido ou permanecer em aglomerações de pessoas, como em bares ou escolas, também podem gerar níveis similares.

Para diagnosticar problemas de audição causados por excesso de ruído o médico otorrinolaringologista investiga o histórico familiar e profissional da pessoa, além de queixas como zumbidos ou problemas intestinais e, ainda, consumo de medicações “ototóxicas”.

 

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