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Influenza: tipos, sintomas e como se prevenir

A influenza, popularmente conhecida apenas como gripe, consiste em uma infecção aguda viral que afeta o sistema respiratório. Suas características mais expressivas, de acordo com o Ministério da Saúde, são altas taxas de distribuição global e transmissibilidade. No entanto, sua evolução costuma ser autolimitada, durando entre 1 a 4 dias – mas há casos incomuns de manifestações mais graves.

Ao longo deste artigo, vamos conhecer mais sobre a influenza, seus tipos, sintomas e prevenção.

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Conhecendo a influenza

A infecção é sempre causada pelo vírus da influenza, que por sua vez, possui altíssimo potencial para transmissão. Seu início é marcado por três sintomas: dores musculares, febre e tosse seca.

Atualmente, o SUS (Sistema Único de Saúde) oferece gratuitamente a vacina que protege contra dois (entre três, que veremos mais a seguir) tipos do vírus: A e B.

Alguns grupos de indivíduos são mais susceptíveis à influenza, tais como gestantes, crianças, idosos e indivíduos com doenças crônicas (tais como hipertensão e diabetes) ou imunodeficiência. Nestes grupos, as taxas de hospitalização são elevadas.

Quando não tratada, a gripe pode gerar complicações e até mesmo levar à morte, especialmente quando se manifesta em grupos de alto risco, como os citados acima.

Tipos de vírus influenza

Existem três tipos de vírus da gripe que circulam em território brasileiro: A, B e C. Vamos conferir um resumo sobre cada um deles.

O vírus tipo A é encontrado não só em humanos, mas também em algumas espécies de animais: como suínos, mamíferos marinhos, cavalos e aves. As aves migratórias são as que desempenham o mais importante papel na disseminação avançada desta doença.

O influenza A é classificado a depender das suas proteínas de superfície, neuraminidase (NA ou N) e hemaglutinina (HA ou H). Entre os subtipos, o H1N1 e H3N2 são os que infectam humanos e circulam sazonalmente. Doenças graves costumam serem ocasionadas pelos subtipos de origem animal, como o H5N1, H7N9, H10N8, H3N2 e H1N2.

O vírus de tipo B infecta exclusivamente os humanos. Eles são divididos em duas principais categorias, que são as linhagens B/ Victoria e B/ Yamagata.

Por fim, o tipo C é o que infecta tanto humanos como animais suínos. Seu diagnóstico é bem menos frequente, assim como as infecções tendem a ser mais leves e de menor potencial para gerar crises de saúde pública.

Quanto à transmissão, ela ocorre bem facilmente e a partir dos atos de espirrar ou tossir, de pessoas infectadas.

Sintomas: quais são?

Falando sobre o quadro clínico da gripe, ele geralmente se inicia com febre acima de 37,8 graus. Na sequência, outros sintomas aparecem: dores musculares, prostração, dor de garganta, tosse seca e dor de cabeça.

O sintoma mais característico é a febre, que costuma durar entre 3 a 4 dias. Apesar disso, nesses primeiros dias, os demais sintomas acompanham com forte intensidade.

Com a progressão da condição, os problemas respiratórios ficam mais evidentes – e só começam a passar com o desaparecimento da febre.

Em crianças, a febre pode ser mais alta e também é comum encontrar linfonodos cervicais, assim como sintomas que afetam o sistema gastrointestinal. Já nos idosos, os outros sintomas podem ser menos expressivos e a febre fica em torno dos 38 graus.

Demais sinais de influenza podem ser:

  • Sensação de mal estar
  • Calafrios
  • Mialgia
  • Dor nas articulações
  • Secreção nasal em excesso (nariz escorrendo);
  • Olhos lacrimejantes e/ou avermelhados;
  • Fadiga;
  • Rouquidão (geralmente resultado das comuns dores de garganta);
  • Vômitos e diarreia.

Como se prevenir

Alguns hábitos podem reduzir tanto as chances de adquirir como de transmitir não só a gripe, como demais doenças respiratórias transmissíveis por vírus. São eles:

  • Evitar tocar no nariz e na boca com frequência;
  • Sempre cobrir a boca ao tossir, ou o nariz ao espirrar;
  • Sempre promover a circulação do ar, abrindo as janelas de casa, trabalho, ônibus ou local onde estiver;
  • Evitar passar longos períodos em locais com alta aglomeração de pessoas;
  • Manter hábitos saudáveis, tais como praticar exercícios, se alimentar com equilíbrio e dormir bem.

Lavar regularmente as mãos com água e sabão e usar álcool em gel 70% também são hábitos que ajudam na prevenção da doença, principalmente após frequentar ambientes fechados e muito cheios (tais como transportes coletivos ou shoppings, por exemplo).

E a vacinação?

Indivíduos que possuem maior risco para o desenvolvimento de complicações decorrentes da influenza, tais como crianças jovens, idosos, gestantes, trabalhadores da área de saúde, puérperas e pacientes de doenças crônicas são os grupos prioritários para receberem a vacina contra a influenza, de acordo com o Ministério da Saúde.

Atualmente, a vacinação é o método mais eficaz para reduzir os impactos da gripe. De acordo com pesquisas recentes, a vacinação reduz entre 32 a até 45% a quantidade de hospitalizações por complicações de pneumonia; e entre 39 a 75% a mortalidade por complicações diversas decorrentes.

Após a vacinação, o organismo naturalmente leva entre 2 a 3 semanas para criar a defesa necessária para se proteger contra o vírus. Sendo assim, o recomendado é que a imunização seja iniciada sempre antes do começo do inverno. A maior incidência da infecção ocorre entre o fim de maio e o mês de agosto.

Estou com gripe. O que fazer?

Ao apresentar os sintomas da doença – principalmente ao fazer parte dos grupos mais vulneráveis – é recomendado que o paciente busque ajuda médica o quanto antes. O médico, que pode ser um clínico geral ou preferencialmente um especialista em otorrinolaringologia, é quem irá avaliar se há ou não necessidade para prescrição do antiviral fosfato de oseltamivir.

O oseltamivir é recomendado para os casos graves de síndromes respiratórias agudas, além de síndromes gripais com fatores de risco para evolução. O antiviral é preferencialmente ministrado já nas primeiras 48 horas após iniciadas as manifestações clínicas da gripe.

Lembre-se: a automedicação NÃO deve ser praticada em nenhum caso de gripe. Apenas um médico especialista poderá fazer a recomendação correta para cada caso em particular. Sendo assim, ao sentir a temperatura corporal subir acima do normal, vá a uma unidade de saúde.

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Autor: Dr. Henrique Garchet. Graduado em Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (2009). Especialização médica em Otorrinolaringologia pela Santa Casa de Belo Horizonte (2012) e Fellowship em Rinoplastia Estética e Funcional pela Santa Casa de Belo Horizonte (2014).

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