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Necessidade de rastreio e punção de nódulos tireoideanos

A glândula tireoide é aquela localizada na parte da frente do pescoço. Ela é responsável pela produção de hormônios que controlam uma variedade de funções no organismo.

Neste artigo, vamos conhecer um pouco mais sobre ela e nódulos que podem se originar nesta região. Na sequência, falaremos também sobre a necessidade de rastreio e punção de nódulos tireoideanos.

Conheça a glândula tireoide

A tireoide é uma glândula localizada em frente aos anéis da traqueia, ou melhor, entre uma proeminência da laringe conhecida como “pomo-de-adão” e a base do pescoço.

Com o formato de um escudo ou de um “H”, a tireoide é fixa na laringe (por meio de tecido conjuntivo) e se movimenta sempre que há deglutição.

A tireoide atua na produção dos hormônios tireoideanos que controlam o metabolismo e assim influenciam diversas funções no organismo. Sendo assim, garantir que ela esteja sempre saudável é fundamental, concordam?

Antigamente, a tireoide era analisada exclusivamente via palpação. Nesse procedimento, o profissional posicionava-se atrás do paciente e buscava possíveis alterações na glândula com o auxílio dos dedos.

Com o surgimento do ultrassom o método para análise da tireoide foi inegavelmente avançado, já que o exame é capaz de identificar precocemente graves problemas na glândula. Mas muitos profissionais especialistas ainda questionam a sua eficácia. Isso porque às vezes o paciente diagnostica 2, 3 ou até mais nódulos totalmente assintomáticos na região. Alguns pacientes, com medo de que a tireoide venha a apresentar problemas mais graves no futuro, acabam optando pela cirurgia.

Mas será que ela é realmente sempre necessária, ou pode ser descartada em determinados casos?

A seguir, vamos falar sobre a necessidade de rastreio e punção de nódulos tireoideanos.

Como identificar/rastrear a presença de nódulos tireoidianos?

De acordo com a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, existem duas formas de rastrear a ocorrência de nódulos na tireoide.

A primeira delas é pelo autoexame. O indivíduo deve se posicionar de frente a um espelho e observar como a região do pescoço onde se localiza a tireoide desce e sobe ao tomar um pequeno gole de água ou saliva.

O paciente deve repetir esse procedimento algumas vezes, devagar. Quando há presença de nódulo, uma bolinha saliente aparece, além da própria tireoide.

O segundo método de rastreio é o exame clínico. Nele, o médico faz uma palpação no pescoço, de modo a buscar irregularidades ou aumento incomum na tireoide e nos gânglios cervicais. Exames também podem ser solicitados para confirmar ou descartar a ocorrência de distúrbios na glândula, como hipertireoidismo ou hipotireoidismo. Se julgar necessário, o especialista pode pedir ainda uma ultrassonografia da região, que a depender do aparecimento de nódulos, indica a necessidade de punção (que falaremos mais no decorrer deste artigo).

Os nódulos tireoideanos mais propensos à malignidade são: detectados em indivíduos do sexo masculino, em crianças ou maiores de 60 anos; aqueles que crescem muito rápido, são muito duros na palpação, provocam rouquidão, aparecem junto a gânglios cervicais aumentados ou comprimem a traqueia.

O que é a PAAF e quando é recomendada

 A PAAF, punção aspirativa por agulha fina, é um procedimento médico que tem como função investigar pacientes com massas. A técnica retira, por aspiração e com a ajuda de uma agulha fina, uma pequena parcela do tecido a ser avaliado. Posteriormente, há coloração e análise da porção, realizada microscopicamente por um médico ou patologista.

A punção aspirativa por agulha fina é um método de diagnóstico considerado inicial para a avaliação de possível doença nodular da tireoide. Tem grandes vantagens como: ótima relação custo-benefício; fácil de executar; auxiliar na seleção dos pacientes que devem (ou não) se submeter à cirurgia.

A PAAF é capaz de reduzir a necessidade cirúrgica em mais de 50% dos casos de pacientes com nódulos na tireoide, permitindo que eles sejam observados clinicamente. Casos suspeitos ou positivos, por outro lado, são os que selecionam os pacientes que devem se submeter à cirurgia.

As biópsias realizadas por PAAF são seguras e evitam biópsias cirúrgicas abertas ou excisionais. Por ter índices baixíssimos de complicações (menos de 1% dos casos), esse método de biópsia vem sendo efetuado até mesmo em pacientes pediátricos.

Identifiquei um nódulo tireoidiano. Como é realizado, então, o tratamento?

Nódulos em pacientes em que a citologia da PAAF afastou a presença de malignidade, assim como nódulos de tamanho inferior a 1 cm (que nem sempre passam pela punção aspirativa) podem ser controlados exclusivamente com acompanhamento: por meio de ultrassom periódico (que começa anual e com o passar do tempo pode conquistar intervalos maiores); e exames clínicos. Esses casos, felizmente, são a maioria. Os casos de malignidade em nódulos tireoideanos são mínimos e, sendo o caso, o paciente deve ser encaminhado para cirurgia.

Lembre-se: o correto diagnóstico da condição e a prescrição do tratamento são atribuições exclusivas do médico especialista. No caso de suspeita da presença de nódulos tireoideanos, médico otorrinolaringologista e endocrinologista são os especialistas mais indicados. Não hesite em agendar a sua consulta.

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Escrito pelo Doutor Henrique Garchet. Graduado em Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (2009). Especialização médica em Otorrinolaringologia pela Santa Casa de Belo Horizonte (2012) e Fellowship em Rinoplastia Estética e Funcional pela Santa Casa de Belo Horizonte (2014).

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