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Outubro rosa – mês de conscientização e prevenção contra o câncer de mama

Mais um outubro chegou, e com ele a chance de fazer a diferença na vida de dezenas de milhares de brasileiras.

Do que estamos falando?

Do movimento internacional de conscientização e prevenção contra o câncer de mama. O Outubro Rosa foi criado na década de 90 pela organização norte-americana sem fins lucrativos Susan G. Komen for the Cure. Desde então, o mês se tornou símbolo de resistência e combate da doença pelo público feminino, sendo ele celebrado anualmente pela comunidade nacional e internacional.

Vamos começar com alguns dados?

Em território nacional, o câncer de mama é o segundo que mais acomete mulheres, ficando atrás apenas do câncer de pele tipo não melanoma. Para este ano, foram estimados pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA) 59,7 mil novos casos. A incidência, sendo assim, é de 51 casos para cada 100 mil mulheres.

No mundo, sua incidência também é alta. O câncer de mama é o terceiro que mais acomete a população a nível mundial, ficando atrás dos tumores colorretais e de pulmão. Dos 185 países analisados pela Agência Internacional de Pesquisa em Câncer, em 154 deles o câncer de mama figura com o que mais acomete o público feminino.

A incidência da doença, causada pela multiplicação descontrolada de células da mama, é mais alta a partir dos 40 anos, e os riscos são até 10 vezes maiores após os 60. Existem vários tipos de câncer de mama, e por isso, a doença pode evoluir de diversas maneiras – às vezes rápida ou lentamente.

Felizmente, o diagnóstico precoce aumenta significativamente a chance de cura do câncer de mama, que chega a até 95%. Vamos falar sobre ele?

O diagnóstico precoce do câncer de mama

Como vimos, o diagnóstico precoce aumenta em até 95% as chances de cura da paciente. Por outro lado, o diagnóstico em estágios avançados da doença pode culminar em complicações no tratamento e chances diminuídas de cura.

Por isso é tão importante que mulheres de todas as faixas etárias conheçam seu corpo e, especialmente, seus seios. É necessário que o público feminino esteja atento a quaisquer mudanças e anormalidades envolvendo a região, procurando um médico imediatamente ao identificar suspeitas.

Quais são os sinais e/ou sintomas?

As mulheres devem ficar alertas a mudanças como vermelhidão, enrugamento, presença de nódulos (saliências), achatamentos, sensação de aspereza ou dureza nos mamilos ou seios. Também é importante identificar engrossamentos de tecidos, líquidos anormais ou vermelhos expelidos pelos mamilos, inversão dos mesmos e protuberâncias como um todo. Nódulos no pescoço ou abaixo das axilas também devem ser investigados. No geral, todo corpo estranho deve ser analisado por um médico especialista, o ginecologista.

Os exames de mamografia e ultrassonografia também devem ser realizados com frequência. De acordo com o INCA, a mortalidade do câncer de mama diminui em 20% em mulheres com idade entre 50 e 69 anos que efetuam o exame a cada 1 ou 2 anos.

Mulheres com nódulos ou demais alterações nas mamas, com problemas hormonais, na menopausa ou com histórico de câncer de mama na família podem ser orientadas por seus médicos a iniciarem o acompanhamento e realização dos exames antes dos 40 anos.

Quais são os fatores de risco?

O câncer de mama não possui causa definida, assim como demais tipos de tumores. A idade é um fator de risco para a doença, mas não só ela. Também aumentam os riscos de desenvolvimento da doença:

● Sobrepeso e obesidade, especialmente após a menopausa;
● Sedentarismo;
● Fumo e consumo frequente de bebidas alcoólicas;
● Exposição frequente a raios-x;
● Não ter tido filhos, menstruar antes dos 12 ou engravidar pela primeira vez após os 30;
● Reposição hormonal pós-menopausa continuada, por mais de cinco anos;
● Histórico de câncer de mama, ovário ou colo de útero na família.

Felizmente, cerca de 30% dos casos de câncer de mama podem ser evitados por meio de um estilo de vida saudável, com a adoção de hábitos como:

● Praticar exercícios físicos;
● Manter uma dieta equilibrada e saudável, com alta ingestão de frutas, verduras e legumes;
● Manter o IMC dentro do adequado;
● Amamentar;
● Evitar o fumo e o álcool;
● Evitar ao máximo o uso de hormônios sintéticos, tais como reposições hormonais e anticoncepcionais.

Em outubro, convido as mulheres a deixarem o pretinho básico de lado para vestirem a causa deste mês, a rosa. Vamos, juntos, combater o câncer de mama.

 

Dr. Henrique Garchet

Otorrinolaringologista

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